Pessoas que Constroem: Como Montar Equipes que Ajudam sua Empresa a Durar

“Você pode ter o melhor processo, o melhor produto e o melhor sistema — mas se tiver a equipe errada, nada vai durar.” — Osvaldo Aoki

Empresas não são feitas só de números, máquinas ou estratégias. Elas são feitas, acima de tudo, de gente. E é por isso que Osvaldo Aoki dedica um capítulo inteiro de seu livro Feitas para Durar às pessoas. Porque são elas que, no fim das contas, constroem ou destroem a permanência de um negócio.

Montar uma boa equipe vai muito além de contratar por currículo. É preciso formar um time que compartilhe do propósito da empresa, que se sinta parte da construção e que jogue junto — mesmo nos momentos difíceis.

1. Por que as pessoas certas são mais importantes que as habilidades certas

Currículo impressiona. Atitude sustenta. Ao longo dos anos, Osvaldo viu empresas quebrarem mesmo com profissionais tecnicamente excelentes — porque faltava alinhamento, respeito, cooperação e propósito comum.

As pessoas certas:

  • Se importam com o cliente mesmo quando ninguém está olhando;
  • Comunicam erros com honestidade;
  • Entregam mais do que o mínimo exigido;
  • Aprendem com o tempo — mesmo que não saibam tudo no começo.

“Se for pra ensinar, ensino técnica. Se for pra ensinar caráter, é tarde demais.” — Osvaldo Aoki

2. Como contratar com propósito (mesmo sem RH formal)

Empresas pequenas muitas vezes contratam no susto: a demanda aumentou, alguém indicou um conhecido, e pronto — mais um colaborador sem preparo ou alinhamento. Isso custa caro.

Checklist para contratar melhor:

  • Antes de divulgar a vaga, defina o propósito da função;
  • Escreva uma descrição simples: o que a pessoa vai fazer, para quem e por quê;
  • Inclua uma pergunta sobre valores no formulário de interesse;
  • Observe se o candidato demonstra curiosidade — e não apenas pressa por um salário.

Contratar com calma é sempre mais barato do que demitir com pressa.

3. Formar é mais barato do que trocar

Muitos empresários têm medo de investir em treinamento e “perder o funcionário para o mercado”. Mas pior ainda é não treinar e mantê-lo despreparado.

Formar é parte da construção. E não exige cursos caros — exige presença, exemplos e clareza.

Como formar bem, mesmo em empresas pequenas:

  • Crie checklists de tarefas repetitivas;
  • Faça reuniões curtas para revisar erros e acertos da semana;
  • Grave vídeos simples de processos operacionais — serve como treinamento e registro;
  • Dê feedbacks frequentes: elogie em público, corrija em particular.

“O colaborador não nasce pronto — ele é moldado no ritmo da empresa.” — Osvaldo Aoki

4. Criar cultura é mais importante que criar regras

Regras ajudam, mas não criam compromisso. Compromisso nasce de cultura. E cultura é o que acontece quando o dono não está olhando.

Empresas que constroem longevidade cultivam uma cultura de:

  • Transparência: erros são reconhecidos sem medo;
  • Protagonismo: cada um sente que tem uma missão real;
  • Lealdade: todos entendem que estão construindo juntos;
  • Responsabilidade: cada um cuida do que é seu — e do que é de todos.

Se a cultura for forte, ela segura a equipe nos momentos ruins. Se for fraca, a equipe pula fora no primeiro sinal de instabilidade.

5. As 3 perguntas que revelam se a pessoa está no lugar certo

Às vezes o problema não é a pessoa — é o encaixe. O mesmo colaborador que patina em uma função pode voar em outra, se bem posicionado.

Use essas perguntas como bússola de avaliação:

  1. Ela entende claramente o que é esperado dela?
  2. Ela sente que está contribuindo com algo importante?
  3. Ela tem os recursos e o apoio necessário para entregar?

Se a resposta for “não” para qualquer uma dessas perguntas, a solução pode estar na realocação — não na demissão.

6. Reconhecimento e pertencimento constroem permanência

Salário é importante, mas não segura ninguém sozinho. O que segura é o reconhecimento, o senso de utilidade e o ambiente respeitoso.

Gestos simples que fazem diferença:

  • Comemore pequenas vitórias com a equipe;
  • Compartilhe os resultados (boletim simples com números e conquistas);
  • Peça opinião de quem está na operação antes de mudar processos;
  • Ofereça caminhos de crescimento (mesmo que pequenos).

“Ninguém veste a camisa de um time que nem sabe o placar.” — Osvaldo Aoki

7. Delegar com clareza é liderar com inteligência

Não adianta cobrar se ninguém sabe exatamente o que fazer. Delegar é um ato de clareza: quem faz o quê, com qual padrão e até quando.

Delegação eficaz:

  • Diga o que precisa ser feito;
  • Mostre o padrão esperado (ex: vídeo, checklist, exemplo);
  • Dê prazo e acompanhe — sem microgerenciar;
  • Confie até que haja um motivo real para ajustar.

O colaborador não precisa ser vigiado — ele precisa ser orientado. A autonomia vem da clareza.

8. Equipe pequena, missão grande

Você não precisa de 20 pessoas para fazer bem feito. Precisa de 3 a 5 bem alinhadas, com foco, clareza e senso de dono.

Empresas enxutas com equipes bem montadas:

  • Tomam decisões rápidas;
  • Entregam com constância;
  • Corrigem erros com mais agilidade;
  • Geram confiança no cliente — e no mercado.

É melhor ter um time pequeno e leal do que um grande e disperso.

9. Gente certa no centro da estratégia

Por fim, lembre-se: sua equipe não é um detalhe da operação. Ela é o centro da estratégia. Sem pessoas certas, nenhum plano se sustenta. Nenhum sistema funciona. Nenhum cliente permanece.

“A empresa dura quando quem trabalha nela sente que está construindo algo que vale a pena.” — Osvaldo Aoki

Invista tempo em formar, alinhar, escutar e reconhecer. Porque no fim das contas, são as pessoas que constroem — ou não — o futuro da sua empresa.

Conclusão: construa gente antes de tentar crescer

Gente certa no lugar certo é mais valioso do que qualquer software, sistema ou estratégia de marketing. Quando sua empresa cresce com propósito e mantém um time alinhado, o mercado sente. E responde.

Quer durar? Comece pelas pessoas.

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